Amamentação – Como se preparar durante a gestação?
Ingurgitamento (“Leite empedrado”) – Como aliviar o desconforto?
Fissuras nos mamilos (Bico rachado) – Como prevenir?
Leite fraco – Existe?
Como aumentar a produção de leite?
Mastite – O que é?
O que fazer para continuar amamentando na volta ao trabalho?
Como estocar e transportar o leite materno?
Amamentação – Como se preparar durante a gestação?
• Durante a gravidez não é necessário nenhum preparo especial dos mamilos para amamentar. Tomar sol, quando possível, pode ajudar.
• Evite passar cremes, loções e óleos no mamilo e aréola.
• Mesmo as mulheres com mamilos invertidos ou planos podem amamentar, pois o bebê deve pegar a aréola e não o mamilo. O uso de conchas próprias para formação do bico é recomendado.
• Não é necessário lavar o seio antes e depois de amamentar, apenas no banho diário. Pode-se passar um pouco de leite sobre o mamilo.
• Use sempre sutiã que dê firmeza e sustentação, evitando que fique úmido. Pode se utilizar conchas para amamentação (flexíveis e que não pressionem os seios).
• Durante a amamentação, não use pomadas e cremes nas mamas, pois dificulta a boa pega e às vezes causa rachadura. O único produto recomendado para alívio de fissuras é a lanolina pura (Lansinoh®).
Ingurgitamento (“Leite empedrado”) – Como aliviar o desconforto?
O ingurgitamento (Endurecimento ou “leite empedrado”) das mamas geralmente acontece na "descida" do leite, mais ou menos no 3º dia após o parto. O ingurgitamento também ocorre quando a mulher omite alguma mamada noturna, ou quando o bebê dorme mais e aumenta o período entre as mamadas.
Nesta situação, o mais importante é massagear os seis e oferecer o peito com mais freqüência ao bebê.
A massagem seguida de extração manual do leite um pouco antes da mamada também ajuda pois permite que a mama fique mais macia, ajudando o bebê a abocanhar o mamilo com mais facilidade. Caso o bebê não consiga esvaziar o seio ingurgitado, pode-se proceder à extração do leite (manual ou com bomba) após a mamada.
Não é recomendado o uso de compressa quente ou fria sem a supervisão de profissional qualificado, pois estas medidas utilizadas de maneira inadequada podem agravar o problema.
Fissuras nos mamilos (Bico rachado) – Como prevenir?
O problema das fissuras (“Bicos rachados”) se deve normalmente ao mau posicionamento do bebê no peito. Além de observar essa questão, pode-se providenciar para que os bicos fiquem bem secos entre as mamadas e variar as posições de amamentação.
Para o tratamento de fissuras, o banho de sol ou de luz por 10 minutos pode auxiliar a cicatrização e o uso de pomada de lanolina pura (Lansinoh®).
Não é recomendada a utilização de casca de frutas para a acelerar o processo de cicatrização. Estes materiais contem microorganismos que podem contaminar os seios e causar infecção por fungos ou bactérias.
As fissuras também podem acontecer no caso de infecção por fungos, o que requer tratamento médico.
Leite fraco – Existe?
Toda mãe tem leite, independente do tamanho dos seios. Basta ter paciência e insistir na amamentação. Não existe leite fraco. A quantidade de leite aumenta quanto mais o bebê mama. Se a quantidade de leite parece ser pouca, pode ser facilmente aumentada com uma freqüência maior de mamadas e aumento da ingestão de líquidos. São necessárias mais ou menos 6 semanas para se estabelecer a lactação, que funciona à base de oferta e demanda. Quanto mais o bebê solicita leite, mais ele será formado para satisfazer suas necessidades.
Como aumentar a produção de leite?
• É importante amamentar o bebê de acordo com suas necessidades. O ritmo dos recém-nascidos é bastante irregular e ficar presa a horários rígidos pode prejudicar a amamentação.
• É preciso ter paciência, com o tempo o bebê começa a ganhar um ritmo para as mamadas.
• Não há necessidade de se restringir o tempo de mamada, o bebê deve mamar um seio até esvaziar e somente depois deve passar para o outro. O leite do fim de cada mamada é mais rico em gordura, mata mais a fome do bebê e engorda mais, assim, só quando esvaziar um seio é que você deve oferecer o outro, se o bebê quiser.
• No hospital, permanecer com o bebê no quarto o tempo todo pelo alojamento conjunto é muito importante para que o bebê possa mamar sempre que quiser e não de acordo com horários rígidos estabelecidos por normas institucionais que servem apenas para facilitar as rotinas hospitalares.
Mastite – O que é?
Deve ser tratada precocemente para não precisar ser drenada cirurgicamente, o que não é nada agradável a essas alturas do campeonato.
Os sintomas são:
• Geralmente acontece em um seio, não nos dois;
• A dor é localizada em uma região da mama afetada;
• Você pode perceber uma região avermelhada e mais aquecida que as demais;
• A sensação dolorosa não passa depois que o bebê mama;
• Há uma sensação geral de cansaço, especialmente no final do dia e febre alta.
Cuidados: Comece a amamentação sempre do lado que está inflamado, para que o bebê sugue com mais força e ajude a "desempedrar" o peito. A inflamação não altera a qualidade do leite. Ordenhe manualmente o seio afetado, entre as mamadas. Não use bombas, pomadas, banhos quentes, bolsa de água quente. Em caso de persistência por mais de dois dias, consulte o profissional especializado.
O que fazer para continuar amamentando na volta ao trabalho?
Pela lei, as mães trabalhadoras devem ter todas as condições, no seu local de trabalho, de amamentar seus filhos, pelo menos, até a idade de seis meses. Além disso, a amamentação pode e deve continuar depois dos seis meses, pelo tempo que a mãe julgar necessário. Quanto mais, melhor para o bebê.
• Não dê nenhum outro alimento ao bebê, antes do sexto mês. Algumas mães pensam que, por ter que voltar ao trabalho, devem oferecer a mamadeira ao bebê para que ele "se acostume". Isto não é necessário. Com algum esforço, é possível continuar dando apenas o leite materno, mesmo após a volta ao trabalho.
• Mamar à noite é fundamental. O bebê recebe todos os benefícios do seu leite e estimula a produção. Se o bebê estiver dormindo quando você chegar do trabalho, vale a pena acordá-lo ou colocá-la no seio, mesmo que ele não mame vigorosamente.
• Talvez seja preciso acordar um pouco mais cedo que o habitual. Antes de se levantar, oferecer o seio ao bebê e deixá-lo mamar bastante.
• Os feriados e fins de semana são uma grande oportunidade para a mãe intensificar o contato com o bebê e compensar as mamadas que não forem dadas durante a semana.
• Para estimular as glândulas mamárias, é ideal tirar o leite, de preferência, três vezes ao dia, se a jornada de trabalho for de oito horas.
Como estocar e transportar o leite materno?
• Se você está extraindo o leite no local de trabalho, durante o expediente, guarde o vasilhame em um refrigerador ou freezer (se tiver). Se, na sua empresa não tiver refrigerador, reivindique-o. Em casos excepcionais, na falta de um refrigerador ou freezer, o leite materno pode ficar até seis horas, na temperatura ambiente. Isto deve ser evitado, buscando alternativas como a colocação do frasco com o leite materno em isopor com gelo.
• Para levar o leite para casa, ele deve ser acondicionado em uma frasqueira térmica com gelo reciclado.
• Nunca ferver o leite, o calor destrói os fatores anti-infecciosos. O leite pode ser descongelado em "banho-maria", sempre apagando o fogo, antes de colocar o frasco para degelar.
• O leite que for retirado durante o trabalho, ou em casa, deve ser estocado para que a pessoa que cuida do bebê dê ao bebê, de preferência sem utilizar a mamadeira. Quando a mãe estiver em casa, o ideal é que sempre amamente.
• Os frascos para armazenamento do leite devem ser fervidos por 15 minutos e deixados para secar de boca para baixo (vidro e tampa) sobre um pano bem limpo.
• O leito materno pode ser conservado na prateleira superior da geladeira (nunca na porta) por 24 horas; no congelador da geladeira por 15 dias; no freezer por 1 mês.
• O leite descongelado deve ser mantido em geladeira e consumido em no máximo 24 horas.