Parteiras Contemporâneas

As parteiras são profissionais de saúde que trazem consigo a grande responsabilidade de atender ao parto respeitando sua natureza e individualidade, confiando na capacidade ancestral das mulheres de dar à luz à seus filhos.

A “parteira contemporânea” é um exemplo de profissional que atua dentro destes preceitos, pois a sua especialidade é a gravidez e o parto normais, mas também é preparada para utilizar toda a tecnologia disponível atualmente, de maneira adequada para cada situação.

Profissionais que atuam dentro deste modelo ainda são poucos em nosso país. Ao contrário do Brasil, na Europa e Estados Unidos o modelo de cuidado de parteiras cada vez mais tem sido uma opção para as mulheres que buscam segurança e ao mesmo tempo um cuidado sensível e individualizado, capaz de atender às necessidades físicas e emocionais durante a gravidez, o parto e o período pós-parto, de forma natural e acolhedora. Na Holanda, por exemplo, a grande maioria dos partos é atendido por parteiras profissionais.

Vários estudos têm demonstrado que nos países onde as gestações e partos de baixo risco são atendidos por parteiras profissionais existe um avanço em relação à humanização da assistência obstétrica, bem como uma melhora nos resultados perinatais.

O histórico da evolução profissional das parteiras caminha lado a lado e foi influenciada diretamente pela evolução da obstetrícia moderna. A medicalização da assistência ao parto foi um processo crescente a partir de meados do século XX, quando a grande maioria dos nascimentos passou a ocorrer em hospitais. A partir daí, o parto passou a ser considerado como um evento predominantemente médico e passível de uma série de intervenções com o objetivo de melhorar a qualidade da assistência, estabelecendo-se então uma relação direta entre utilização da tecnologia e segurança.

As altas taxas de intervenção desnecessárias no parto que resultaram deste modelo de atendimento, principalmente as cesarianas, que foram inicialmente associadas à segurança do parto, passaram então a contribuir para indicadores desfavoráveis de saúde materna e perinatal.

Diante desta situação, no final do século XX, inicia-se um movimento de reflexão crítica científica sobre a assistência obstétrica, principalmente em relação à segurança e efetividade de procedimentos realizados rotineiramente e que interferem no processo fisiológico. O modelo médico intervencionista passa a ser questionado a partir de estudos que relacionam a intervenção excessiva e rotineira com prejuízos à mulher e ao recém-nascido. Paralelamente a estas reflexões científicas, as mulheres cada vez mais passam a olhar para o ato de dar à luz e sentir que talvez estejam perdendo alguma coisa ao se entregar sem questionamentos às rotinas rígidas da obstetrícia tradicional.

Neste contexto, surge um novo paradigma para a assistência à gravidez e ao parto que alia o uso adequado da tecnologia disponível e o respeito ao nascimento como um processo fisiológico natural e cultural.

Parteiras Conttemporâneas

Parteiras Contemporâneas

A Formação de Parteiras Profissionais no Brasil

Especialistas no Parto Normal

O modelo de Atendimento por Parteiras